"Foi um convite à renovação da fé, das comunidades e da sua vivência"



Assinatura Foto:

Entrevista ao padre Vítor Mira, pároco de Urqueira e Casal dos Bernardos, no âmbito da Visita Pastoral de D. António Marto.

Que pensa desta iniciativa do Bispo diocesano de fazer uma visita pastoral a todas as paróquias?

Penso que a iniciativa é muito boa. Permite ao Sr. Bispo ficar a conhecer melhor a diocese e suas comunidades, suas dificuldades e esperanças. Mas também é muito bom para as paróquias pois sentem que não estão esquecidas, mas que o bispo, como bom pastor se interessa por elas e as visita.

 

Outra vantagem é que a visita com tudo o que implica de organização e preparação leva à mobilização de muita gente da comunidade o que também ajuda a criar novas dinâmicas.

 

Via-se a alegria das pessoas em receberem o Sr. Bispo. Em dois locais até se colocaram lápides como memorial da visita, por iniciativa das próprias pessoas.

 

Como se preparam as comunidades para receber o Bispo?

Tendo em conta que cheguei a estas comunidades em Outubro passado, a primeira preocupação foi levar as pessoas a ler a carta pastoral do Sr. Bispo para este ano. A experiência foi boa e ajudou a preparar a fase seguinte.

 

Cerca de dois meses antes da visita fizemos uma assembleia paroquial em cada uma das paróquias em que demos a conhecer a carta do Sr. Bispo que anuncia a visita. Nessa mesma assembleia fizemos trabalho de grupos sobre a referida carta e acerca de outras questões que envolviam a visita. Foram assembleias razoavelmente participadas e que deram um grande impulso à preparação da visita.

 

A partir desta altura foram distribuídas as pagelas com a oração pela visita, que era rezada também nas missas dominicais.

 

Após as assembleias paroquias, houve um encontro de formação de líderes que teve como objectivo ajudá-los a orientar os encontros da “Lectio Divina”. Depois formaram-se os grupos que meditaram e rezaram sobre os cinco temas propostos. Como eram vários grupos, nós, os padres ao serviço daquelas comunidades, procurámos passar pelo menos uma vez por cada um deles.

 

Esta caminhada dos grupos foi muito boa e enriqueceu muito as pessoas. Para muita gente foi a primeira vez que tiveram a oportunidade de rezar deste modo.

 

Qual foi o critério na elaboração do programa?

Tendo em conta que a visita se deu a duas paróquias em simultâneo, que têm ao seu serviço dois padres, formou-se uma equipa inter-paroquial que organizou todo o programa.

 

O principal objectivo foi levar o Sr. Bispo a encontrar-se com os vários grupos das paróquias, quer nos âmbitos próprios da Igreja, quer naqueles em que as pessoas se encontram no seu dia-a-dia, como sejam os seus locais de trabalho, por isso foram visitadas várias empresas. Procurámos articular a presença nas duas paróquias de forma equilibrada, o que penso que foi conseguido. Todos os centros de culto foram visitados e todas as pessoas tiveram a oportunidade de se encontrar com o Sr. Bispo. Podemos dizer que em relação a algumas, foi ele que foi ao encontro delas.

 

Também houve momentos de convívio e de cariz mais cultural para que o Sr. Bispo ficasse a conhecer melhor a realidade histórica e sociocultural de cada paróquia.

 

De forma geral, como decorreu a visita?

A visita correu muito bem e até o tempo ajudou. Até às vésperas tinha estado sempre a chover e, desde que a visita começou, a chuva parou. Tivemos uns bonitos dias de primavera.

 

Inicialmente o Sr. Bispo era para visitar só duas ou três empresas. Mas quando se soube que isso ia acontecer, outras pediram e visitou um total de oito. Foi sempre muito bem acolhido nesses locais e as pessoas tiveram para com ele gestos muito simpáticos de grande cordialidade. Houve uma que já tinha terminado a laboração. Mas os empregados esperaram e quando o Sr. Bispo chegou puseram as máquinas a trabalhar para ele ver como era aquele trabalho.

 

Também com os idosos o encontro foi muito bonito. À noite, as assembleias contaram com elevado número de participantes. Também as celebrações da Eucaristia foram muito bem preparadas e as pessoas dos vários centros de culto não se pouparam a esforços para preparar tudo da melhor maneira possível.

 

De assinalar também foram os encontros com os jovens e as crianças e adolescentes da catequese: foi uma experiência muito bonita sentirem assim o Sr. Bispo tão próximo.

 

Outro sinal de como correu a visita foram as ofertas em bens da terra e outros que as pessoas espontaneamente deram ao Sr. Bispo, sinal da sua alegria e gratidão. Também os ofertórios das várias missas foram entregues ao Sr. Bispo para ajuda às obras do seminário diocesano.

 

Houve algum momento especial que queira destacar?

Podemos destacar dois momentos, principalmente pelo que significaram de comunhão entre as comunidades.

 

No sábado houve apenas uma missa no conjunto das duas paróquias. Foi à tarde, no Casal dos Bernardos. Durante a sua celebração foram crismados 55 adolescentes das duas paróquias.

 

No domingo também houve uma única celebração da Eucaristia para o conjunto das duas paróquias, desta vez em Urqueira, sendo a missa de encerramento da visita pastoral.

 

Foram dois momentos importantes que muita gente percebeu e aos quais correspondeu. A sua vivência foi ao encontro de uma das palavras de ordem da visita pastoral: comunhão e corresponsabilidade. Não apenas dentro das paróquias, mas também entre elas.

 

Qual a principal mensagem ou marca deixada por D. António Marto?

Uma das imagens mais fortes do Sr. D. António é da proximidade. Espanta e surpreende muita gente a forma atenta e simpática como ele cumprimenta as pessoas, como ele se faz próximo e atento a todos.

 

A sua presença também foi um forte convite à renovação da fé, das comunidades e da sua vivência. Também convidou insistentemente a não ter medo nem vergonha de ter fé e de seguir a pessoa de Cristo.

 

Quais as expectativas criadas a partir da Visita Pastoral? Foi já definida alguma prioridade pastoral ou tomada alguma decisão em ordem à renovação da dinâmica paroquial?

Agora estamos na fase de avaliação. Após a visita estamos a fazer reuniões com vários grupos das comunidades. No Domingo de Ramos teremos uma assembleia paroquial em cada uma das comunidades, com trabalhos de grupo, a fim de tirar consequências práticas da visita e a partir delas definir algumas linhas de rumo para estas paróquias em ordem a um melhor testemunho e vivência da fé e também para a sua renovação.

Redacção O MENSAGEIRO


Imprimir Artigo | Enviar Artigo

Contactos | E-mail | Newsletter | Copyright © 2007 Diocese Leiria-Fátima |      Powered by Peakit