A Junta Regional de Leiria vai estar representada com 1155 participantes no XXII ACANAC – Acampamento Nacional de Escuteiros, a decorrer no CNAE - Campo Nacional de Atividades Escutistas, em Idanha-a-Nova, nos próximos dias 4 a 10 de agosto.
Distribuídos pelas várias secções de dirigentes, lobitos, exploradores, pioneiros e caminheiros, este numeroso grupo provém das seguintes paróquias da diocese de Leiria-Fátima, cujo número de agrupamento indicamos entre parêntesis: Amor (1166), Arrabal (1167), Bajouca (1226), Batalha (194), Bidoeira de Cima (1209), Boa Vista (1227), Carnide (1210), Carvide (1136), Cruz da Areia (776), Fátima (682), Maceira (762), Marinha Grande (36), Marrazes (737), Memória (1346), Monte Real (1077), Nossa Senhora das Misericórdias - Ourém (1356), Olival (1142), Ourém (977), Parceiros (1317), Porto de Mós (370), Pousos (877), Ribeira do Fárrio (1263), Santa Catarina da Serra (1211), Santo Agostinho, Leiria (1198), Sé - Leiria (127) Souto da Carpalhosa (1112) e Vieira de Leiria (1076).
Além destes, vão estar ainda 31 escuteiros da nossa diocese nos vários serviços de logística e manutenção desta grande concentração, voluntários adultos que prescindem das suas férias e de estarem com a família para darem um verdadeiro exemplo de voluntariado e altruísmo.
O padre José Henrique, assistente da Junta Regional de Leiria, está confiante que esta será “uma experiência muito marcante para os que vão participar” e refere um dia especial: “na quarta-feira, a animação de uma zona de tendas estará a cargo da nossa Região, pelo que será uma ocasião de especial responsabilidade e também de alegria para nós”. Quanto à quantidade de inscrições recebidas, o assistente considera que “é um número assinalável, prova da vitalidade do movimento escutista na nossa diocese”.
Mas os números tornam-se ainda mais expressivos quando olhamos à dimensão global do evento que, segundo a organização, regista nesta edição um número recorde de inscrições – 17.000. Num texto publicado no sítio da Agência Ecclesia, Sérgio Mouta, da equipa de Comunicação do ACANAC, descreve-o como “uma cidade de lona, onde as casas de cimento são tendas de campismo”, cerca de 3.400, bem como “com todas as infraestruturas necessárias para suportar uma comunidade de 17.000 pessoas durante 7 dias”.
Vindos também do estrangeiro, os participantes serão divididos em grupos etários, com programas de atividades adaptados a cada idade, sendo 2.800 Lobitos (6-10 anos), 5.800 Exploradores (10-14 anos), 5.600 Pioneiros (14-18 anos) e 2.100 Caminheiros (18-22 anos), a que se juntam cerca de 700 adultos voluntários nos vários serviços.
“A preparação desta atividade teve início há cerca de dois anos, tendo envolvido todas as estruturas do CNE, bem como muitas entidades oficiais, uma vez que existe uma grande mobilização de participantes”, refere Sérgio Mouta.
Entre as infraestruturas instaladas, incluem-se um hospital de campo, quatro enfermarias, cozinha e refeitório para fornecer três refeições por dia a cerca de 3.400 pessoas, os Lobitos e os voluntários adultos. Isto porque os restantes irão confecionar as suas próprias refeições. À mesma escala, também foram assegurados e reforçados o abastecimento de água (cerca de 255.000 litros por dia), a rede elétrica, a recolha e separação das cerca 20 toneladas diárias de resíduos, entre outros “pormenores” para o bom funcionamento da “cidade”.
Parte importante deste evento é a mensagem que procurar transmitir. Nesta edição, o lema é «Educar para a Vida», lançado pela Organização Mundial do Movimento Escutista para responder à questão “que pretende/faz o Escutismo”.
De facto, para além do convívio e da festa, este tipo de atividade visa “constituir um marco de referência na caminhada escutista de cada participante, proporcionar uma oportunidade educativa única, promover a partilha de experiências e o sentido de corpo do CNE, bem como ser campo de teste a novas abordagens pedagógicas”, afirma Sérgio Mouta.
Para tal, será usado o “ambiente imaginário” como “ferramenta para sintonizar a criatividade, explorar e aprofundar conteúdos e encontrar mais formas de potenciar as aprendizagens”. Na linha do tema deste ano, de educação para a “Vida em Cristo”, os lobitos serão convidados a “conhecer+”, com o imaginário da Arca de Noé, exploradores irão “descobrir +”, com o horizonte da “Busca da Terra Prometida”, os pioneiros procurarão “construir +”, olhando as “Primeiras Comunidades Cristãs”, os caminheiros deverão “viver +”, fazendo “Escolhas”. Há ainda atividades extra no “Oásis”, com o lema “Muito +”, à volta da construção da “Tribo de Amazighen”.
Toda esta aprendizagem será sustentada por jogos, passeios, dinâmicas de grupo e uma diversidade de iniciativas proporcionadas pela própria paisagem envolvente, com destaque para a barragem Marechal Carmona, nas proximidades deste parque, onde decorrerão diversas atividades náuticas.
Luís Miguel Ferraz
Foto: LMFerraz/Arquivo