Apelo ao testemunho de vida e à transmissão familiar da fé



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Entrevista ao padre Bertolino Vieira, pároco do Olival, no âmbito da Visita Pastoral de D. António Marto.

 

À pergunta da opinião sobre a iniciativa da visita pastoral, o padre Bertolino já respondeu há duas semanas, aquando da entrevista como pároco de Caxarias.
 
 
Como se preparou a comunidade para receber o Bispo?
Houve várias reuniões de preparação: Conselho Pastoral, uma assembleia paroquial e a oração bíblica na igreja paroquial feita nos moldes da Lectio Divina. Além disso, os sectores da Pastoral Paroquial organizaram-se para preparar os diversos momentos de encontro com o nosso bispo. Foi ainda coordenada pela Junta de Freguesia, a quem agradeço em nome da Paróquia, um encontro com as diversas associações sócio-culturais da freguesia.
 
Qual foi o critério na elaboração do programa?
Como não podia deixar de ser, após a reflexão feita no Conselho Pastoral e na assembleia a partir da carta de apresentação da Visita Pastoral do senhor Bispo, procurámos envolver toda a comunidade paroquial e social, de modo a tornar mais participativa a Comunidade e a criar um maior espírito de comunhão e colaboração entre as pessoas.
 
Ao mesmo tempo, tentámos que o senhor bispo pudesse conhecer as pessoas das comunidades que se reúnem à volta dos diversos centros de culto (Tomaréis, Soutaria, Conceição, Aldeia Nova, Barrocaria, Óbidos e Olival), a maior parte sem Eucaristia dominical. Este objectivo foi entendido e bem conseguido, pois houve uma participação interessada e numerosa que é de louvar, apesar dos horários laborais serem hoje complexos. Houve um esforço notório por marcar a presença.
 
De forma geral, como decorreu a visita?
A visita correu de forma animada e com grande ocorrência de pessoas. Mais uma vez as pessoas se sentiram interpeladas pelo modo cordial e simples, próximo e alegre, numa palavra, fraterno, como o senhor bispo as aborda.
Simultaneamente, o acolhimento dos cristãos ao seu Pastor foi excelente, marcado pela alegria, empatia e entusiasmo de respeitar e dispor-se a estar e aprender com bispo diocesano.
 
Houve algum momento especial que queira destacar?
Quero destacar, em primeiro lugar, a celebração e o encontro com os seniores (idosos) e doentes no Centro de Apoio Social do Olival (CASO), que foi marcante pela comunicação próxima do senhor bispo com os mais velhos, com todo o apreço e estima que lhes manifesta e atenção que lhes dedica. Aproveito para agradecer a esta associação o empenho na preparação deste encontro.
 
O mesmo já tinha sucedido em Caxarias. Por isso, deixo também uma palavra de reconhecimento à ACITI (associação com centro de dia e ATL para crianças) e ao Lar São Miguel de Caxarias pelo cuidado que puseram na preparação da recepção ao nosso bispo, o que por lapso meu não referi na entrevista que dei aqui há duas semanas.
 
Foram importantes a assembleia paroquial, para conectar o nosso bispo com a realidade eclesial e social local, os diversos encontros por sectores, com realce para a catequese e pais das crianças e adolescentes, os convívios com partilha das refeição, e todas as celebrações eucarísticas, particularmente a de sábado animada pela Catequese e Escuteiros e a do Domingo onde foram crismados 14 jovens.
 
Qual a principal mensagem ou marca deixada por D. António Marto?
O senhor bispo deixou diversos desafios significativos, sendo o mais importante o apelo à necessária actualização e mudança de mentalidade dos cristãos, que se devem empenhar na sua formação para poderem, pelo testemunho de vida e pela transmissão da fé familiar e comunitária, ser competentes. Além disso, interpelou a Paróquia a viver uma maior corresponsabilidade e coordenação pastoral, a partir do Conselho Pastoral, diante das dificuldades que o mundo e a Igreja hoje atravessam, concretamente no que se refere ao compromisso e testemunho destemido da fé.
 
Quais as expectativas criadas a partir da Visita Pastoral? Foi já definida alguma prioridade pastoral ou tomada alguma decisão em ordem à renovação da dinâmica paroquial?
Há neste momento interesse em renovar os órgãos mais representativos da Paróquia, quer o Conselho Pastoral quer o Conselho Económico. Sente-se a necessidade de renovar alguns sectores e serviços e de estudar em comum as formas de renovar a Comunidade Paroquial e cada uma das suas pequenas comunidades, devido à dispersão e ao risco persistente de falta de sentido de comunhão paroquial.
 
As prioridades serão definidas em Conselho Pastoral, naturalmente.

 

Redacção O MENSAGEIRO


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